O dia 9 de julho marca a Revolução Constitucionalista de 1932 e é feriado estadual em São Paulo desde 1997.
A Revolução de 32 foi um levante armado liderado por São Paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas, instalado dois anos antes após um golpe de Estado.
Como o movimento foi conduzido pelas tropas paulistas, a data passou a ser considerada a data magna do estado e se tornou feriado apenas em São Paulo. Nos demais estados brasileiros, o dia 9 de julho não é celebrado como feriado.
Neste ano, o dia seguinte ao feriado, 10 de julho, será uma sexta-feira e foi definido em algumas prefeituras como ponto facultativo. Na cidade de São Paulo, por exemplo, haverá a suspensão do expediente dos servidores municipais.
A Revolução Constitucionalista
São Paulo se rebelou em 1932 cobrando uma Constituição e protestando contra o governo Getúlio Vargas.
Militar gaúcho, Getúlio havia assumido o poder dois anos antes, marcando o fim da política “Café com Leite”, como ficou conhecido o período em que políticos ligados aos estados de São Paulo e Minas Gerais dominaram as primeiras décadas da República no país.
Para governar São Paulo, foi composto um secretariado encabeçado por José Maria Whitaker, que acabou deixando o cargo 40 dias depois. Assumiu como interventor o delegado militar do governo João Alberto Lins de Barros, o que gerou mais insatisfação
Os protestos ganharam força em maio de 23 de maio, quando um grupo organizou manifestação na sede do Partido Popular Paulista (PPP).
A revolução teve adesão do povo, mas perdeu força porque os revoltosos de outros estados acabaram controlados pelo governo e armas encomendadas no exterior não chegaram aos paulistas. No fim, mais de 600 constitucionalistas foram mortos nas batalhas segundo as contas oficiais, estimativa considerada abaixo da realidade por muitos envolvidos nos combates.
G1
